• Nathan França

O princípio da representatividade


Catecismo Maior de Westminster — Pergunta 22: Caiu todo o gênero humano na primeira transgressão?Resposta: O pacto, sendo feito com Adão, como representante, não para si somente, mas para toda a sua posteridade, todo o gênero humano, descendendo dele por geração ordinária, pecou nele e caiu com ele na primeira transgressão (Gn 2.17; At 17.26; Rm 5.12).

O princípio de representatividade é um dos mais difíceis, não de se entender, mas de se aceitar. É difícil para nós aceitarmos que o erro de uma outra pessoa pode trazer prejuízos para nós. Isso soa como injustiça, mas não é bem assim.

Pensemos por exemplo no sistema de governo federativo sob o qual estamos em nosso país. As decisões do presidente, do governador ou do prefeito trarão alguma consequência positiva ou negativa para nós, cidadãos? Claro que sim! Se for uma boa decisão, seremos beneficiados, mas ao contrário, seremos prejudicados. Os governantes são representantes dos cidadãos.

Pensemos também na família. Se minha esposa e eu decidirmos adquirir um novo imóvel. Essa decisão trará consequências para nossas filhas? Claro que sim! Se tudo correr bem, elas serão altamente beneficiadas pela nossa decisão. Mas, se não, elas também terão de arcar com as consequências. Os pais são representantes dos seus filhos.

Deus lida com os seres humanos dessa forma. O princípio da representatividade está presente em toda a Escritura Sagrada, desde Gênesis até Apocalipse.

Se for difícil para nós aceitarmos que o pecado de Adão trouxe morte para todos os homens, inclusive para nós, então por que aceitaríamos de bom grado a salvação e vida eterna dadas a nós através da obediência e do sacrifício do Senhor Jesus Cristo? O mesmo princípio está em operação nos dois casos.


Nathan F. França

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