• Nathan França

Trindade (Parte 3)

Atualizado: 8 de Out de 2019



A pergunta número 11 do Catecismo Maior de Westminster é a seguinte: “Donde se infere que o Filho e o Espírito Santo são Deus, iguais ao Pai?”. A resposta é: “As Escrituras revelam que o Filho e o Espírito Santo são Deus igualmente com o Pai, atribuindo-lhes os mesmos nomes, atributos, obras e culto, que só a Deus pertencem”.


A divindade do Filho e do Espírito Santo é revelada nas Escrituras de diversas formas. É pela abundância de textos bíblicos que podemos afirmar com convicção que o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus. Aproveite os dois pontos abaixo, extraídos da Teologia Sistemática de Louis Berkhof (p. 89 e 92) para estudar profundamente sobre esse assunto tão importante da nossa fé. Recomendo que a leitura seja acompanhada da verificação nos textos bíblicos citados.


1) O Filho é Deus

“Vemos que a Escritura (1) assevera explicitamente a divindade do Filho em passagens como: Jo 1.1; 20.28; Rm 9.5; Fp 2.6; Tt 2.13; 1Jo 5.20; (2) aplica a ele nomes divinos, Is 9.6; 40.3; Jr 23.5,6; Jl 2.23 (cp. At 2.21); 1Tm 3.16; (3) atribui a ele perfeições divinas, tais como existência eterna (Is 9.6; Jo 1.1,2; Ap 1.8; 22.13), onipresença (Mt 18.20; 28.20; Jo 3.13), onisciência (Jo 2.24,25; 21.17; Ap 2.23), onipotência (Is 9.6; Fp 3.21; Ap 1.8), imutabilidade (Hb 1.10-12; 13.8), e em geral todos os atributos pertencentes ao Pai (Cl 2.9); (4) fala dele como realizando obras divinas, como a criação (Jo 1.3,10; Cl 1.16; Hb 1.2,10), a providência (Lc 10.22; Jo 3.35; 17.2; Ef 1.22; Cl 1.17; Hb 1.3), o perdão dos pecados (Mt 9.2-7; Mc 2.7-10; Cl 3.13), a ressurreição e o juízo (Mt 25.31,32; Jo 5.19-29; At 10.42; 17.31; Fp 3.21; 2Tm 4.1), a final dissolução e renovação de todas as coisas (Hb 1.10-12; Fp 3.21; Ap 21.5), e (5) lhe outorga honra divina: Jo 5.22,23; 14.1; 1Co 15.19; 2Co 13.13; Hb 1.6; Mt 28.19”.


2) O Espírito Santo é Deus

“Pode-se estabelecer a veracidade da divindade do Espírito Santo com base na Escritura seguindo uma linha de comprovação muito semelhante à que foi empregada com relação ao Filho: (1) São-lhe dados nomes divinos (Êx 17.7, cp. Hb 3.7-9; At 5.3,4; 1Co 3.16; 2Tm 3.16; 2Pe 1.21); (2) São-lhe atribuídas perfeições divinas, como onipresença (Sl 139.7-10), onisciência (Is 40.13,14, cp. Rm 11.34; 1Co 2.10,11), onipotência (1Co 12.11; Rm 15.19), e eternidade (Hb 9.14); (3) Ele realiza obras divinas, como a criação (Gn 1.2; Jó 26.13; 33.4), renovação providencial (Sl 104.30), regeneração (Jo 3.5,6; Tt 3.5), e a ressurreição dos mortos (Rm 8.11); (4) É-lhe prestada honra divina: Mt 28.19; Rm 9.1; 2Co 13.13”.


Ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém! (1Tm 1.17).

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