• Nathan França

Os decretos de Deus (Parte 3)

Atualizado: 8 de Out de 2019


A pergunta número 14 do Catecismo Maior de Westminster é a seguinte: “Como Deus executa os seus decretos?”. A resposta é: “Deus executa os seus decretos nas obras da criação e da providência, segundo a sua presciência infalível e o livre e imutável conselho de sua vontade” (Dn 4.35; Ef 1.11).


1) Criação e Providência

Antes de tudo existir, Deus decretou a existência de todas as coisas, de modo que nada existe por acaso. Deus decretou a existência de todas as coisas visíveis e também das invisíveis. Porém, Deus não só decretou a criação de todas as coisas, mas também “o dia-a-dia” de todas as coisas. A isto damos o nome de Providência. A providência divina é o nome dado ao governo absoluto e constante de todas as coisas existentes. Nenhum dos seres existentes é absolutamente autônomo e independente. Tudo o que fazem é cumprimento dos propósitos de Deus. Vale a pena nesse momento ler Daniel 4.35.


2) Presciência infalível

A expressão presciência infalível seria mal entendida à parte do conceito geral que temos estudo sobre o decreto divino. A presciência não é meramente uma previsão, ou premonição. A presciência divina é infalível porque consiste no conhecimento prévio de algo que necessariamente vai acontecer porque foi decretado.


3) Livre e imutável conselho

Todas as coisas criadas seguem o curso estabelecido por Deus para sua existência. Usando o exemplo do programador de computador, o programador é livre para aplicar seus conhecimentos à tarefa que bem desejar, e dar o fim que deseja à obra de suas mãos. Da mesma forma, Deus é livre e define imutavelmente tudo quanto acontece no mundo. A diferença entre o programador e Deus é que um depende completamente do conhecimento dos seus antecessores e do bom funcionamento de outros sistemas não criados por ele, e o outro deu origem e domina sobre todas as coisas.

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