• Nathan França

Os decretos de Deus (Parte 2)

Atualizado: 8 de Out de 2019


A pergunta número 13 do Catecismo Maior de Westminster é a seguinte: “O que decretou Deus especialmente com referência aos anjos e aos homens?”. A resposta é: “Deus, por um decreto eterno e imutável, unicamente do seu amor e para patentear a sua gloriosa graça, que tinha de ser manifesta em tempo devido, elegeu alguns anjos para a glória em, em Cristo, escolheu alguns homens para a vida eterna e os meios para consegui-la; e, também, segundo seu soberano poder e o conselho inescrutável de sua própria vontade (pela qual ele concede, ou não, os seus favores conforme lhe apraz), deixou e predestinou os demais à desonra e à ira, que lhes serão infligidas por causa dos seus pecados, para patentear a glória da sua justiça” (1Tm 5.21; Ef 1.4-5; 2Ts 2.13,14; 1Pe 1.2; Rm 9.17,18,21,22; Jd 4; Mt 11.25,26).


1) O decreto de Deus é eterno e imutável

Creio que um pensamento muito comum entre as pessoas é que Deus salva ou condena dependendo do comportamento dos homens. Ou seja, se nos comportamos, Deus nos salva, e se pecamos, Deus tira de nós a salvação. Porém, não há nada mais absurdo do que isto! Deus não é condicionado às nossas atitudes. Ele é Deus e determina tudo conforme a sua vontade. Assim como um programador de computador planeja e cria um sistema de informação que funciona exatamente como ele quer, assim é em relação ao decreto divino. Deus decretou fora do tempo tudo o que acontece dentro do tempo, de forma que nada acontece diferentemente do que foi planejado. A diferença do programador de computador e Deus é que um pode errar e precisa retificar constantemente seu sistema, e o outro é perfeito em tudo o que faz.


2) Deus decretou mostrar a glória de sua graça

Uma das coisas mais difíceis de se compreender é que Deus resolveu salvar alguns e condenar os demais. Creio que isso é facilmente compreendido quando passamos a compreender o nível de pecaminosidade humana e o tamanho da nossa rebelião contra o nosso Criador. Quando compreendemos isto chegamos à conclusão que todos, absolutamente todos, deveriam ser condenados. Mas isso, na verdade, não acontece, porque Deus decidiu salvar alguns. Isso só tem um nome: G-R-A-Ç-A.


3) Deus decretou mostrar a glória de sua justiça

Se compreendemos o tamanho da rebelião da raça humana contra Deus, entenderemos que Deus seria plenamente justo se condenasse a absolutamente todos, pois, afinal de contas, é justo condenar um criminoso. E qual foi nosso crime? Nosso crime foi querer ser como Deus quando, representados por Adão, comemos da árvore do conhecimento do bem e do mal. A condenação do homem por seus pecados é, portanto, algo que se fundamenta na essência Deus: J-U-S-T-I-Ç-A.

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