• Nathan França

O Homem

Atualizado: 8 de Out de 2019


A pergunta número 17 do Catecismo Maior de Westminster é a seguinte: “Como criou Deus o homem?”. A resposta é: “Depois de ter feito todas as demais criaturas, Deus criou o homem, macho e fêmea; formou-o do pó, e a mulher da costela do homem; dotou-os de alma vivente, racional e imortal; fê-los conforme a sua própria imagem, em conhecimento, retidão e santidade, tendo a lei de Deus escrita em seus corações, e poder para a cumprir, com domínio sobre as criaturas, contudo sujeitos a cair.” (Gn 1.26-28; 2.7, 22; Gn 3.1-19; Ec 7.29; Rm 2.14,15).


1) A singularidade do Homem (macho e fêmea) – O ser humano é singular. Não há em toda a criação uma criatura que lhe seja comparável. Algumas das indicações bíblicas da singularidade do Homem são as seguintes: Relato dobrado (Gn 1.26-27; Gn 2.4-25); Solene conselho divino (Gn 1.26); Posição de domínio (Gn 1.26, 28; 2.20; Sl 9.3-8); Inserido num pacto com Deus (Gn 2.16-17).


2) A diversidade na humanidade – É fato bíblico que homens e mulheres são iguais, pois são imagem de Deus (Gn 1.27), possuem a mesma essência (Gn 2.23), devem dominar a terra (Gn 1.28), recebem o mesmo nome (Gn 5.1-2) e são interdependentes (1Co 11.11-12). Porém, a Bíblia também indica que há diversidade na humanidade. Ambos foram criados para exercerem diferentes papéis. O homem (macho) foi criado para exercer função de autoridade (Gn 2.20a; 3.20), que é um reflexo da imagem de Deus (Sl 22.28). E a mulher foi criada para exercer função de auxiliadora (Gn 2.18, 20b), que é também um reflexo da imagem de Deus (Sl 94.17).


3) A natureza humana – Grande parte dos evangélicos acreditam que o homem possui três partes distintas: corpo (parte física), alma (parte da razão, emoções e desejos) e espírito (parte que se relaciona com Deus). Porém, a Bíblia utiliza os termos “alma” e “espírito” de modo intercambiável, para se referir a um único aspecto da natureza humana, o aspecto não-físico. Parece mais óbvio que a Bíblia apresente o ser humano como uma unidade com dois aspectos: um físico (corpo) e um não-físico (alma/espírito). Isso pode ser exemplificado pelo sofrimento humano: Observe a relação profunda entre corpo e alma no sofrimento de Davi: Sl 6.2-3, 32.3.


4) A imagem de Deus – Em Gn 1.26 é dito que o homem e a mulher foram criados conforme a “imagem” e a “semelhança” de Deus. Essas expressões juntas significam que o homem é, ao mesmo tempo, um reflexo e um representante de Deus na terra. Um reflexo porque possui as mesmas características de Deus (p. ex. intelectualidade, sociabilidade, moralidade, espiritualidade, etc.), e um representante porque possui o mandato de Deus para preservar e cuidar das coisas na terra, como um administrador e gerente.


5) O estado de “inocência” – Deus ordenou que o homem não comesse do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Isso naturalmente indica que ele não possuía, no princípio, o conhecimento do bem e do mal. Ele tinha toda a capacidade de manter-se obediente a Deus, pois conhecia somente o que por Deus havia sido revelado. O homem estava perfeitamente habilitado para toda boa obra na terra, afinal de contas era santo e justo e tinha o verdadeiro conhecimento de Deus.


6) A possibilidade da Queda – Deus plantou no jardim do Éden uma árvore cujo fruto poderia abrir ao homem o conhecimento do bem e do mal. Deus deu ao homem a liberdade de escolha entre contentar-se com o relacionamento que tinha com Deus e com a sua Palavra e conhecer algo que lhe traria graves consequências.

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