• Nathan França

Nosso Sacerdote


Catecismo Maior de Westminster – Pergunta 44: Como Cristo exerce as funções de sacerdote? Resposta: Cristo exerce as funções de sacerdote por ter oferecido a si mesmo uma vez em sacrifício, sem mácula a Deus, para ser a reconciliação pelos pecados do seu povo, e fazendo contínua intercessão por ele (Hb 9.14,28; Hb 2.17; Hb 7.25).

Enquanto o profeta é aquele que fala em nome de Deus ao povo, o sacerdote é aquele que representa o povo diante de Deus. Deus estabeleceu o ofício sacerdotal para o benefício do seu povo. Ele fez isso para que o povo desenvolvesse a noção de que precisa de um intermediário. Não poderia qualquer pessoa se apresentar perante o altar sem uma oferta e sem a ministração do sacerdote. O sacerdote deveria se preparar adequadamente, vestir a roupa certa e cumprir o seu ofício de acordo com as regras detalhadas dadas por Deus através de Moisés. Ele não poderia inventar nada. Não havia espaço para criatividade ou improvisação.


O sacerdote, assim como todos os cidadãos do povo de Deus, era um pecador. Antes de apresentar a Deus as ofertas trazidas pelo povo, ele deveria se apresentar diante de Deus oferecendo ofertas pelo seu próprio pecado. Como todos os demais, o sacerdote carecia do perdão e da misericórdia de Deus.


A precariedade do sacerdócio do Antigo Testamento pode ser vista, por exemplo, no próprio Arão e seus filhos, os primeiros escolhidos por Deus para o exercício da função (Êx 28.1). Arão foi quem trabalhou o ouro para fazer o bezerro ao pé do Monte Sinai (Êx 32.4). Os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, quiseram fazer algo diferente do que lhes havia sido ordenado, e por isso foram consumidos pelo fogo (Lv 10.1,2). Muito tempo depois, os filhos do sacerdote Eli, cometeram graves pecado no exercício da função sacerdotal (1Sm 2.12-17, 22).


De fato, “nos convinha um sumo sacerdote como este [Jesus Cristo], santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus, que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu. Porque a lie constitui sumos sacerdotes a homens sujeitos à fraqueza, mas a palavra do juramento, que foi posterior à lei, constitui o Filho, perfeito para sempre” (Hebreus 7.26-28) !!!


Que gloriosa verdade! Nós temos um Sumo Sacerdote Perfeito! Não como os primeiros que exerceram a função de modo imperfeito porque eram imperfeitos. Jesus, além de ser o Nosso Profeta, é o Nosso Sacerdote! Ele é quem ministrou perante o Pai o sacrifício único, perfeito e suficiente para expiação dos pecados de todo o seu povo. A oferta foi ele mesmo. O sacrifício foi da própria vida. Ele nos representou perante o Pai na cruz, e continua a nos representar, estando à sua direita, pela intercessão contínua que faz por nós (Rm 8.34).


Ele é nosso perfeito Mediador (1Tm 2.5-6), nosso perfeito Advogado junto ao Pai (1Jo 2.1-2), nosso “Grande Sumo Sacerdote que penetrou os céus... Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça” (Hb 4.14,16).


Nathan F. França

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