• Nathan França

Deus e os anjos

Atualizado: 16 de Out de 2019


A pergunta número 19 do Catecismo Maior de Westminster é a seguinte: “Qual é a providência de Deus para com os anjos?”. A resposta é: “Deus, pela sua providência, permitiu que alguns dos anjos, voluntária e irremediavelmente, caíssem em pecado e perdição, limitando e ordenando isso, como todos os pecados deles, para a sua própria glória; e estabeleceu os mais em santidade e felicidade, empregando-os todos, conforme lhe apraz, na administração do seu poder, misericórdia e justiça.” (Jd 6; Lc 10.17; Mc 8.38; Sl 103.20; Hb 1.14).


O primeiro verso bíblico diz: “No princípio criou Deus os céus e a terra”. Essa expressão é usada para se referir ao universo organizado no qual vivemos. A descrição da criação no capítulo 1 de Gênesis diz respeito somente ao mundo físico, e nada é dito sobre o mundo espiritual. Porém, ao longo da Bíblia percebemos a presença de seres espirituais poderosos, chamados de anjos, que ou estão a serviço de Deus na proteção do seu povo, ou, ao contrário, lutam para que o povo de Deus seja destruído e desonre a Deus.


Todos os anjos foram criados bons. Porém, alguns voluntariamente decidiram se opor ao Criador e caíram em pecado e perdição. O principal destes é Satanás. Como sabem que não podem destruir Deus, os anjos caídos fazem o possível para levar toda a sua criação a desonrá-lo. Os demais, que permaneceram fiéis a Deus em seu estado original, são agentes poderosos a serviço dos propósitos divinos.


Todos os anjos, os bons e os maus, estão subordinados ao Todo-Poderoso. Eles nada podem fazer sem a permissão de Deus. Os servos de Deus não precisam ter medo dos anjos caídos, pois, segundo a promessa bíblica, os nascidos de Deus são guardados e protegidos, e o Maligno não lhes toca (1Jo 5.18).

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