• Nathan França

A revelação geral e a revelação especial de Deus


A pergunta número 2 do Catecismo Maior de Westminster é a seguinte: “Donde se infere que há um Deus?” A resposta é: “A própria luz da natureza no espírito do homem e as obras de Deus claramente manifestam que existe um Deus; porém, só a Palavra e o seu Espírito o revelam de um modo suficiente e eficazmente aos homens, para a sua salvação” (Rm 1.19,20; 1Co 2.9,10; 2Tm 3.15-17).


A belíssima criação de Deus é como um megafone proclamando diariamente a glória de Deus. A natureza desperta a espiritualidade humana. Ao contemplarmos as montanhas, os mares, e até mesmo as plantas e os animais, somos enlevados por sentimos espirituais. Mas isso não acontece somente com cristãos. Todos os homens são seres espirituais que ao contemplar a natureza desfrutam de sentimentos, digamos, transcendentes.


De certa forma, é possível ao homem conhecer coisas próprias de Deus na natureza. A natureza reflete a grandeza, o poder, a sabedoria, a criatividade e a transcendência do Deus Criador. Pode-se dizer que as coisas criadas são a revelação geral de Deus para todos os homens. Porém, esta não é a revelação perfeita e completa de seu ser e de sua vontade.


Deus optou por revelar-se de modo ainda mais pleno de forma textual. O Espírito fez registrar em palavras a revelação de Deus ao mundo, e opera eficazmente no coração dos homens para que acolham essas palavras como Palavra de Deus.


Na Bíblia, muitíssimo mais do que por meio da natureza, podemos conhecer Deus e sua vontade. Somente nessa revelação especial somos conscientizados a respeito do nosso pecado, e da salvação providenciada por Deus em seu Filho Jesus, o Cristo.


A existência de Deus é impossível de ser provada cientificamente. Porém, é igualmente impossível provar que ele não existe.

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