• Nathan França

A divindade de Jesus


Catecismo Maior de Westminster Pergunta 38: Qual a necessidade de o Mediador ser Deus. Resposta: Era necessário que o Mediador fosse Deus, para sustentar a natureza humana e guardá-la de cair debaixo da ira infinita de Deus e do poder da morte; para dar valor e eficácia aos seus sofrimentos, obediência e intercessão; e para satisfazer a justiça de Deus, conseguir o seu favor, adquirir um povo peculiar, dar a este povo o seu Espírito, vencer todos os seus inimigos e conduzi-lo à salvação eterna (At 2.23; Rm 1.4; At 20.28; Hb 7.25; Rm 3.24-26; Tt 2.14; Jo 15.26; Lc 1.69,71,74; Hb 5.9).

Reconhecer a divindade de Jesus é matéria de fé na revelação bíblica. Como foi dito também a respeito da pergunta 37, evidências racionais podem levar à conclusão de que Jesus não era um homem comum e que carregava consigo uma natureza divina. Porém, é a fé verdadeira, concedida por Deus, que pode nos levar eficazmente a crer na divindade de Cristo mediante o conteúdo da Escritura.


A questão que se coloca aqui, na pergunta 38, é qual a necessidade de o Mediador ser Deus. Que ele deveria ser homem deve ter ficado suficientemente claro. Agora, por que é necessário que ele seja Deus?


A resposta que temos à pergunta 38 aponta para vários fatores, dentre os quais destaco o seguinte: “dar valor [infinito] e [plena] eficácia aos seus sofrimentos, obediência e intercessão”. As palavras “infinito” e “plena” são acréscimos meus. Entendo que, se Jesus fosse apenas um homem perfeito, o máximo que ele conseguiria fazer seria salvar-se a si mesmo. É justamente o fato de que ele também é Deus que torna o valor e a eficácia de seu sofrimento, obediência e intercessão abrangente o suficiente para salvar a todos os eleitos.


Para que todos nós pudéssemos obter salvação completa e definitiva do pecado e sermos aceitos na família de Deus com todos os direitos que isso confere, o Mediador do Pacto da Graça deveria ser homem e Deus. As naturezas divina e humana de Cristo são um desafio à nossa razão, mas não porque é algo irracional, é porque nossa inteligência é muito pequena para compreender as coisas divinas. Esse é um dos grandes mistérios revelados na Escritura que podem ser apreendidos somente pela fé concedida por Deus.


Quando Jesus perguntou a seus discípulos “quem dizeis que eu sou?”, Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” [título que se refere à divindade de Jesus]. A resposta de Jesus foi: “Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus”. Se você crê que Jesus é Deus, você também é “Bem-aventurado”.


Nathan F. França

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